Laboratório de Química Tecnológica I

Coordenador: Márcio César Pereira
Auxiliar: Douglas Santos Monteiro

Email: lab.qt1.icet@ufvjm.edu.br

Finalidade:
Laboratório de aulas práticas de Química Tecnológica I e Físico-Química. Servir de apoio para o desenvolvimento de projetos de iniciação científica, mestrado e doutorado e pós-doutorado.

Relação de equipamentos:
Mufla, Reatores Químicos, Balança Analítica, Chapa aquecedora e Ultrassom de ponta.

Agendamento:
Envie uma solicitação para o email do laboratório anexando os formulários de agendamento. Antes de enviar, verifique a disponibilidade do laboratório consultando a Agenda do laboratório.

Normas internas do laboratório:
A segurança no laboratório é de responsabilidade de professores, alunos, monitores e técnicos. No laboratório não é permitido em hipótese alguma brincadeiras ou atitudes que possam provocar danos para si ou outras pessoas.

Os acidentes em laboratório são, na maioria das vezes, causados por falta de cuidado, ignorância e desinteresse pelo assunto. Embora não seja possível enumerar todas as causas possíveis de acidentes no laboratório, existem alguns cuidados que são básicos e que, se observados, ajudam a evitá-los.

1. É PROIBIDO comer, beber ou fumar no laboratório;
2. Não usar sandálias ou chinelos no laboratório. Use sempre algum tipo de calçado que cubra todo o pé.
3. Não usar lentes de contato durante o trabalho de laboratório.
4. Evite trabalhar sozinho no laboratório, a presença de outras pessoas será sempre uma valiosa ajuda em caso de acidentes;
5. Prepare-se antes de tentar realizar qualquer experimento. Procure ler e entender os roteiros experimentais; consulte a literatura especializada. Em caso de dúvidas, discuta o assunto com o professor antes de tentar fazer qualquer experimento.
6. Utilize, sempre que necessário, materiais que possam garantir maior segurança no laboratório como: luvas, pinça, óculos, jaleco (obrigatório).
7. Conserve sempre limpos os equipamentos, vidrarias e sua bancada de trabalho. Evite derramar líquidos, mas se o fizer, limpe o local imediatamente;
8. Gavetas e portas dos armários devem ser mantidas sempre fechadas quando não estiverem sendo utilizadas;
9. Ao término do período de laboratório, lave o material utilizado, limpe sua bancada de trabalho, seu banco, a pia e outras áreas de uso comum. Verifique se os equipamentos estão limpos e desligados e os frascos de reagentes fechados.
10. Lave suas mãos frequentemente durante o trabalho prático, especialmente se algum reagente químico for respingado. Ao final do trabalho, antes de deixar o laboratório, lave as mãos;
11. Leia com atenção os rótulos dos frascos de reagentes químicos para evitar pegar o frasco errado. Certifique-se de que o reagente contido no frasco é exatamente o citado no roteiro experimental;
12. Nunca torne a colocar no frasco, o reagente não utilizado. Não coloque objeto algum nos frascos de reagente, exceto o conta-gotas de que alguns são providos;
13. Evite contato físico com qualquer tipo de reagente químico. Tenha cuidado ao manusear substâncias corrosivas como ácidos e bases; USE A CAPELA.
14. A diluição de ácidos concentrados deve ser feita adicionando-se o ácido, lentamente, com agitação constante, sobre a água. Com essa metodologia adequada, o calor gerado no processo de mistura, é absorvido e dissipado no meio. NUNCA proceda ao contrário (água sobre ácido).
15. NUNCA deixe frascos contendo reagentes químicos inflamáveis próximos à chama;
16. Não deixe nenhuma substância sendo aquecida por longo tempo sem supervisão;
17. Não jogue nenhum material sólido dentro das pias ou ralos. O material inútil (rejeito) deve ser descartado de maneira apropriada;
18. Quando for testar um produto químico pelo odor, não coloque o frasco sobre o nariz. Desloque os vapores que se desprendem do frasco com a mão para a sua direção;
19. Use a CAPELA para experiências que envolvam o uso ou liberação de gases tóxicos ou corrosivos;
20. Não aqueça tubos de ensaio com a extremidade aberta voltada para si mesmo ou para alguém próximo. Sempre que possível o aquecimento deve ser feito na capela.
21. Não deixe recipientes quentes em lugares em que possam ser pegos inadvertidamente. Lembre-se que o vidro quente tem a mesma aparência do vidro frio;
22. Antes de ligar qualquer aparelho elétrico, verifique fios, tomadas, voltagem e leia sempre o manual de instruções.
23. Não pipete de maneira alguma, líquidos corrosivos ou venenosos, por sucção, com a boca. Procure usar sempre a “pêra de sucção” para pipetar;
24. O bico de Bunsen deve permanecer aceso somente quando estiver sendo utilizado;
25. Em caso de acidentes, comunique ao professor imediatamente. Ele deverá decidir sobre a gravidade do acidente e tomar as atitudes necessárias;
26. Em caso de possuir alguma alergia, estar grávida ou em qualquer outra situação que possa ser afetado quando exposto a determinados reagentes químicos, comunique ao professor logo no primeiro dia de aula.
27. Em caso de incêndio este deverá ser abafado imediatamente com uma toalha ou, se necessário, com o auxílio do extintor de incêndio apropriado;
28. Comunique ao professor, monitor ou técnico sempre que notar algo anormal no laboratório;

DESCARTE DE RESÍDUOS
Existem regras estabelecidas para o descarte de rejeitos, especialmente os perigosos. No entanto, muitas vezes, o descarte correto de resíduos são difíceis de serem realizados e de alto custo para ser implementado. Assim, na prática, procura-se, sempre que possível, minimizar a quantidade de resíduos perigosos gerados nos laboratórios de ensino.
Alguns procedimentos são adotados nesse sentido, como por exemplo:
(i) Redução da escala (quantidade de substância) de produtos químicos usados nos experimentos;
(ii) Substituição de reagentes perigosos por outros menos perigosos;
(iii) Conversão dos resíduos para uma forma menos perigosa através de reação química, antes do descarte;
(iv) Redução dos volumes a serem descartados (concentrando as soluções ou separando os componentes perigosos por precipitação);
(v) Recuperação dos reagentes para novamente serem utilizados.
Instruções para descarte dos resíduos são fornecidas junto com as experiências. Quando os resíduos gerados na experiência não forem perigosos, poderão ser descartados na pia de acordo com as seguintes instruções:
(i) Soluções que podem ser jogadas na pia devem ser antes diluídas com água, ou jogar a solução vagarosamente acompanhada de água corrente;
(ii) Sais solúveis podem ser descartados como descrito acima.
(iii) Pequenas quantidades de solventes orgânicos solúveis em água (ex. metanol ou acetona) podem ser diluídos antes de serem jogados na pia. Grandes quantidades desses solventes, ou outros que sejam voláteis, não devem ser descartados dessa maneira. Neste caso, tente recuperá-los.
(i) Soluções ácidas e básicas devem ter seu pH ajustado para próximo de 7, diluídos e descartados.
(iv) Em caso de dúvida, perguntar ao professor como proceder o descarte.

ALGUMAS ORIENTAÇÕES BÁSICAS:
(ii) Resíduo insolúvel não perigoso: Papel, cortiça, areia, podem ser descartados em um cesto de lixo comum do laboratório. Alumina, sílica gel, sulfato de sódio, sulfato de magnésio e outros, devem ser embalados para evitar a dispersão do pó e descartados em lixo comum. Se estes materiais estiverem contaminados com resíduos perigosos, deverão ser manuseados de outra forma.
(iii) Resíduos sólidos solúveis não perigosos: Alguns compostos orgânicos (exemplo, ácido benzoico) podem ser dissolvidos com bastante água e descartados no esgoto. Podem, também, ser descartados junto com resíduos insolúveis não perigosos. Se estes materiais estiverem contaminados com resíduos perigosos, deverão ser manuseados de outra forma.
(iv) Resíduos líquidos orgânicos não perigosos: Substâncias solúveis em água podem ser descartadas no esgoto. Por exemplo, etanol pode ser descartado na pia do laboratório; 1-butanol, éter etílico e a maioria dos solventes e compostos que não são miscíveis em água, não podem ser descartados dessa maneira. Líquidos não miscíveis com a água deverão ser colocados em recipientes apropriados para líquidos orgânicos, para posterior tratamento.
(v) Resíduos perigosos genéricos: Neste grupo estão incluídas substâncias como hexano, tolueno, aminas (anilina, trietilamina), amidas, ésteres, ácido clorídrico e outros. Deve-se ter atenção especial para as incompatibilidades, ou seja, algumas substâncias não podem ser colocadas juntas no mesmo recipiente devido à reação entre elas. Por exemplo, cloreto de acetila e dietilamina reagem vigorosamente. Ambas são reagentes perigosos e seus rejeitos devem ser mantidos em recipientes separados. Compostos halogenados como 1-bromobutano, cloreto de t-butila e outros, também devem ser guardados em recipientes separados dos demais compostos.
(vi) Ácidos e bases inorgânicas fortes: Devem ser neutralizados, diluídos e descartados.
(vii) Agentes oxidantes e redutores: Oxidar os redutores e reduzir os oxidantes antes do descarte. O professor dará informações de como proceder.

ACIDENTES COMUNS EM LABORATÓRIO E PRIMEIROS SOCORROS
(i) Queimaduras:
(a) Causadas pelo calor: quando leves, aplicar pomada de Picrato de Butesina e, quando graves, devem ser cobertas com gaze esterilizada, previamente umedecida com solução de bicarbonato de sódio 5%.
(b) Causadas por ácidos: deve-se lavar imediatamente a região com bastante água durante pelo menos 5 minutos. Em seguida, tratar com solução de bicarbonato de sódio 5% e lavar novamente com água. Secar o local e aplicar Merthiolate.
(c) Causadas por bases: proceder com em (b), aplicando solução de ácido acético 1%.
(ii) Ácido nos olhos: Deve-se lavar com bastante água durante aproximadamente 15 minutos e aplicar solução de bicarbonato de sódio 1%.
(iii) Bases nos olhos: Proceder como em (ii) e aplicar solução de ácido bórico 1%.
(iv) Intoxicação por gases: Remover a vítima para um ambiente arejado e deixar descansar. Em caso de asfixia, fazer respiração artificial.
(v) Ingestão de substâncas tóxicas: Recomenda-se beber muita água e em seguida beber:
(a) Um copo de solução de bicarbonato de sódio 1% ou leite de magnésia, em cado de ingestão de ácidos;
(b) Um copo de solução de ácido cítrico ou ácido acético a 2% em caso de ingestão de bases.